Quarta, 22 de setembro de 2021
Saúde e o Porto de Paranaguá intensificam ações no combate à dengue


Com o apoio da Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná, a equipe da 1ª Regional de Saúde do Estado segue intensificando os trabalhos de prevenção à dengue no cais do Porto de Paranaguá. Nesta semana, 17 armadilhas foram instaladas, de ponta a ponta, para capturar e tentar identificar a presença de ovos do mosquito Aedes aegypti.

“Como coordenadores da Diretoria de Meio Ambiente, temos a responsabilidade de trazer para as nossas ações essa integração”, afirma Rafael Falco Salles Cabreira, coordenador de Fiscalização e Controle de Emergências Ambientais.

A busca de parcerias contínuas com instituições estaduais, municipais e até federais, segundo ele, são fundamentais para integrar ações e, assim, otimizar os resultados.

“Nesse momento é de extrema importância que unamos as forças e somemos os conhecimentos para atingirmos melhores patamares na gestão pública”, afirma.

Ainda segundo Cabreira, os muros do Porto não devem ser encarados como uma barreira impeditiva para o acesso de ações – como essa da 1ª Regional de Saúde – que venham somar aos trabalhos da equipe. “Estamos de portas abertas”, diz.

INTEGRAÇÃO – Para o chefe da Seção de Vigilância Sanitária Ambiental e Saúde do Trabalhador, da 1ª Regional de Saúde do Estado, Diovaldo Almeida de Freitas, a importância dessa ação ser realizada na faixa portuária é direta para a ampliação da cobertura e do monitoramento em relação à doença, sempre com foco na prevenção.

“Para o lado de fora do Porto, até nas empresas portuárias parceiras, já tem esse controle. Se fizermos só em uma parte da cidade, a tendência é que o mosquito migre. E, assim, a cobertura nunca será completa”.

Esse trabalho da equipe de saúde do Estado, no Porto, teve início em maio, quando os profissionais visitaram o cais para fazer o reconhecimento e análise prévia da área primária.

Definidas as estratégias, a equipe seguiu com as ações.

METODOLOGIA – As “ovitrampas”, como são chamadas, foram montadas na última segunda-feira (19). Nesta sexta-feira (23), as armadilhas foram recolhidas e enviadas para a análise do laboratório da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que faz a contagem e identificação dos ovos – para saber se são ou não do mosquito transmissor da dengue.

Segundo o chefe da Seção de Vigilância Sanitária Ambiental e Saúde do Trabalhador, da 1ª Regional de Saúde do Estado, Diovaldo Almeida de Freitas, é um trabalho de controle vetorial do mosquito Aedes.

“Existem várias formas de fazer esse controle, uma delas é a armadilha”, diz o especialista. De acordo com ele, o objetivo é simular um criadouro para o mosquito. Porém, em um ambiente controlado.

“É um pote plástico, com paleta de madeira e água potável, que atraia a fêmea para botar os ovos. Fica quatro dias no meio ambiente para tentar pegá-los”, explica.

Seguindo toda uma metodologia específica, que considera o comportamento da fêmea do mosquito, a cada 300 metros onze armadilhas foram montadas no cais comercial, do berço 201 até o 213, limite com o Terminal de Contêineres de Paranaguá. Outras seis foram instaladas na área da empresa responsável pelas operações dos contêineres, TCP.

“A ideia é verificar, em toda a área, se há a circulação do Aedes aegypti, oferecendo risco para os trabalhadores portuários”, diz Diovaldo. A partir da identificação dos ovos (densidade) é possível, segundo ele, dimensionar o grau de risco.

“A presença do mosquito em até 1% dos imóveis da cidade é considerada baixo risco. Acima de 4%, o risco já é alto para epidemia”, explica o representante da regional.

Nesse momento de inverno, segundo Diovaldo, é mais brando para o movimento do mosquito, ou seja, mais fácil para monitorar e poder controlar durante os períodos mais críticos para a doença – primavera e verão.

“É simples. O grande segredo é quebrar o ciclo para evitar a doença. Se a gente começar a interromper a multiplicação dos ovos e larvas, não teremos o mosquito”, afirma.


https://www.revistaintermarket.com.br/saude-e-o-porto-de-paranagua-intensificam-acoes-no-combate-a-dengue/
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