Na OTC Brasil 2019, Firjan ajuda a fomentar negócios: R$ 270 milhões esperados

01/11/2019 17:11 • Eventos
Abertura oficial da Arena ONIP, com Karine Fragoso (Firjan / ONIP). Cobrir a Palestra O novo regulamento de P,D&I da ANP – o que mudou? José Carlos Tigre, assessor da superintendência de desenvolvimento tecnológico

Parceria com ONIP e Sebrae-RJ movimentou principal feira do mercado de óleo e gás da América Latina

A Firjan participou na OTC Brasil 2019, entre 29 e 31/10, um dos mais importantes eventos do mercado de petróleo e gás da América Latina. Em parceria com a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP) e o Sebrae-RJ, a Firjan SENAI correalizou três eventos na feira: a Sessão de Negócios, a Rodada de Negócios e a Arena ONIP Sebrae de Inovação, que contou com palestras de diversos players do mercado. Conjuntamente, Rodada de Negócios e Sessão de Negócios têm a expectativa de movimentar o montante de R$ 270 milhões.

Érica Machado, presidente do Sindicato das Indústrias Mecânicas e de Material Elétrico do Município do Rio de Janeiro (Simme), destacou ser importante a existência desse espaço para os empresários. “O espaço para fazer networking é essencial em qualquer feira. Quem passou pelo local teve oportunidade de conhecer empresas, novidades e até mesmo prospectar negócios”. 

Abertura oficial da Arena ONIP, com Karine Fragoso (Firjan / ONIP). Cobrir a Palestra O novo regulamento de P,D&I da ANP – o que mudou? José Carlos Tigre, assessor da superintendência de desenvolvimento tecnológico

Karine Fragoso, diretora geral da ONIP e gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, explica que a federação estimula a criação desses espaços em arena aberta, para que o público possa fazer contatos e se manter atualizado no mercado. “Buscamos fortalecer o mercado de Petróleo e Gás e seus players, com uma escuta ativa de fornecedores, operadores e institutos de pesquisa, por exemplo, para trabalharmos o mais próximo possível de suas demandas e pleitos, propondo soluções e atuando em conjunto”, afirmou.

Thiago Valejo, coordenador de Conteúdo Estratégico de P&G da Firjan, lembra os diversos braços de atuação da federação na defesa de interesses dessa cadeia produtiva: “Temos, por exemplo, a Firjan SENAI e seus institutos de Inovação e Tecnologia. Em um mundo cada vez mais tecnológico, profissões e soluções para essa área ganham mais relevância”. 

Fomento aos negócios 

A Rodada de Negócios promovida pela ONIP, Sebrae e Firjan, em 30/11, teve duração de quatro horas e contou com 14 grandes empresas âncoras e 107 fornecedores. No total, foram 220 reuniões e, destas, 93% têm expectativa de negócios de R$ 251 milhões para os próximos 12 meses. As empresas âncoras foram: Concremat, Concremat Ambiental, Enseada, Naval Group, Estaleiro Brasfels, Nov Flexibles, Maersk, GNA, Transpetro, PetroRio, Equinor, Modec, Subsea 7 e Schlumberger.

No dia anterior, ocorreu ainda uma Sessão de Negócios que reuniu 45 micro e pequenas empresas, nove empresas juniores e cinco âncoras. A expectativa é de mais R$ 19 milhões em negócios para os próximos 12 meses. As empresas âncoras foram: Projecad, Codemar, Transpetro, Firjan, Infotec Brasil e Win Energia.

Cláusulas de PD&I

A palestra de abertura na Arena ONIP Sebrae de Inovação foi sobre o novo regulamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com José Carlos Tigre, assessor da Superintendência de Desenvolvimento Tecnológico da entidade. De acordo com ele, o Brasil está bem posicionado no ranking internacional de produção acadêmica, mas mal posicionado no ranking internacional de produção de inovação, o que demonstra um descompasso entre universidade e indústria. 

Por isso, a Cláusula de PD&I – constante dos contratos para exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural – passou por um processo de aprimoramento, pautado pela simplificação e maior liberdade de aplicação para a empresa petroleira. “Entre as alterações estão a substituição de ‘empresa brasileira de base tecnológica’ por ‘empresa brasileira’; a não interferência da Agência sobre a repartição dos direitos dos ativos intangíveis; e a possibilidade de direcionamento de parte dos recursos da cláusula para investimentos em startup”, contou Tigre. 

Para Karine, as alterações são positivas. No processo contínuo de aprimoramento da regulação, ela sugeriu que a ANP crie métricas para avaliar os impactos das alterações no curto e longo prazos. “A federação continuará acompanhando esse tema de perto e contribuindo para a construção de um bom ambiente de negócios”, disse.