Exportação de algodão brasileiro terá alta de 30%

17/10/2019 11:10 • Logística

Exportação de algodão brasileiro terá alta de 30%, mas gargalo começa a se formar no Porto de Santos

– Dois a três mil contêineres embarcam por semana em Santos –
– Escoamento da nova safra aumentará para 12 meses –

A A.P. Moller-Maersk, empresa integrada de logística de contêineres com operações em 130 países, informou que o algodão foi o produto que teve a maior alta nas exportações no primeiro semestre de 2019, e os volumes estão aumentando para atender a demanda crescente da China.

Com a nova safra de 2019-2020, Maersk prevê uma produção de 2,8 milhões de toneladas. Desse total, a exportação de algodão deve crescer em torno de 30%, chegando a 1.8 até 2 milhões de toneladas, mas a falta de infraestrutura no porto de Santos, está causando atrasos de uma até duas semanas na embarcação da carga. 

“Além da boa qualidade do algodão brasileiro, esperamos um aumento de 30% na nova safra graças a demanda chinesa crescente, agora que o Brasil se tornou o maior concorrente dos EUA no mercado global de algodão em 2019,” disse Mônica Alves, especialista na commodity e executiva de vendas da Maersk. “Santos também tem os seus desafios e há um novo gargalo se formando. Ele é o principal porto da América Latina e o maior destino portuário de algodão brasileiro. Para facilitar todo este processo, a Maersk oferece a seus clientes a solução porta a porta, e como o principal estado produtor de algodão do Brasil é o Mato Grosso, a linha férrea de Rondonópolis para Santos tem sido muito utilizada neste serviço,” acrescentou. Santos representa 96% de toda a exportação de algodão brasileiro em 2019. Alves espera que mais produtores utilizem a linha férrea. 

O porto está recebendo de dois a três mil contêineres de algodão por semana agora que a safra está aquecendo, mas normalmente o crescimento de volumes seria mais comum nesta parte do ano. Alguns contratos de embarque, especialmente chineses, estão sendo postergados, o que acaba impactando o produtor Brasileiro.” disse Alves.  

Vários terminais com capacidade de atender demanda dos produtores brasileiros de algodão fecharam nos últimos anos após a queda de importações no Brasil.

Na última safra, foram 455,5 mil toneladas somente para a China, segundo Alves, e o mercado nacional consumiu aproximadamente 700 mil toneladas. “Aproximadamente 80% do algodão brasileiro exportado tem como destino a China, Indonésia, Vietnam, Bangladesh e Turquia”, esclarece.

A especialista explica a estratégia intermodal da companhia, “É assim que a logística está progredindo em economias como os EUA. Queremos chegar ao ponto que a logística no Brasil será tão fácil e rápida quanto comprar um livro online. A solução porta a porta é fundamental para o setor de algodão. Quanto mais chegamos a esse modelo, mais rapidamente a economia brasileira, a indústria de algodão, os negócios como um todo e os consumidores serão beneficiados, finaliza Mônica.

Sobre a Maersk 
A A.P. Moller-Maersk é uma empresa integrada de logística de contêineres, com operações em 130 países e 70.000 funcionários. A Maersk possui mais de 700 embarcações e também é a maior linha de transporte de carga refrigerada do mundo.  

Hoje a Maersk é uma empresa global de logística de contêineres totalmente integrada, fornecendo no Brasil soluções completas, conectando e simplificando as cadeias de fornecimento globais de seus clientes com serviços marítimos e terrestres. www.maersk.com, o desenvolvimento de um aplicativo, a criação de cotações on-line, o rastreamento e o fornecimento de garantias de preço e carga fixas (Maersk Spot) e blockchain fazem parte da essência da Maersk em fornecer produtos e serviços mais eficientes, transparentes e fáceis de usar, para seus 70.000 clientes em todo o mundo.