Terminais somam prejuízos com paralisação de estivadores

As empresas que compõem a Câmara de Contêineres do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) calculam os prejuízos ocasionados pela paralisação trabalhista promovida pelo Sindicato dos Estivadores. A entidade patronal também fala em depredações durante os atos. Os trabalhadores negam e se reuniran ontem, terça-feira (19), em assembleia.

No último fim de semana, a estiva cruzou os braços e realizou uma passeata pela Margem Direita do cais santista. Eles reivindicam reajuste salarial (reposição inflacionária de 11,87%, além do aumento real de 10%). Também questionam a eventual contratação de mão de obra estrangeira.

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Por meio de nota, o Sopesp afirmou que a interrupção dos trabalhos ocasionou “sérios prejuízos”. A entidade também disse que os estivadores estão desrespeitando as decisões judiciais estabelecidas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que também definiu novo percentual de distribuição nas operações. Desde 1º de julho, as empresas passaram a operar com 66,66% de profissionais vinculados e 33,33% de avulsos.

“As empresas sofreram invasões e depredações, inclusive com lançamento de rojões direcionados para os seus equipamentos, colocando em risco os trabalhadores que livremente tentavam trabalhar”, pontuou o Sopesp na nota.

O presidente do Sindestiva, Rodnei Oliveira da Silva, negou todas as acusações e afirmou que a categoria fez um protesto pacífico com o objetivo de chamar a atenção sobre as reivindicações da categoria. “Mais uma vez eles mentem para jogar a sociedade contra nós. Foram eles que feriram a lei. Eles depredaram a gente”.

Tribuna Digital,SP

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