Temer defende conclusão da votação do projeto do pré-sal

O presidente Michel Temer defendeu que a Câmara dos Deputados conclua nesta segunda-feira a votação do projeto que retira da Petrobras a obrigação de atuar na exploração de todos os campos de pré-sal que forem descobertos. A matéria foi aprovada no início do mês, mas ainda falta analisar destaques que foram apresentados ao texto. A votação está na pauta do plenário nesta tarde.

— Quando se pretende não exigir da Petrobras que participe de todos os projetos (do pré-sal), queremos trazer os setores da iniciativa privada para que possam gerar empregos. Muito do desemprego vem dessa área petrolífera. Uma das prontas respostas é diversificar a atuação da Petrobras, conectada à iniciativa privada — afirmou Temer, em discurso durante a conferência Rio Oil & Gas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Hoje, a legislação determina que a Petrobras tenha pelo menos 30% de participação em todos os campos do pré-sal. A nova proposta é de autoria do então senador José Serra (PSDB-SP), hoje ministro das Relações Exteriores.

Temer elogio a gestão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, a quem pediu aplausos durante o discurso.

— A Petrobras era o símbolo de algo que estava inteiramente desajustado, e hoje passa a ser uma das empresas mais ajustadas do país — disse Temer, citando o aumento recente do valor de mercado da empresa. — Quando se fala em operação no pré-sal, novos investimentos gerarão novos empregos. Gerando benefícios para saúde e educação. A recuperação institucional e financeira da Petrobras dará novo ímpeto a investimentos no setor. Esta é uma gestão profissional (da Petrobras), que reintroduz a competitividade no setor. Porque é assim que tratamos nossas empresas estatais: como verdadeiros bens públicos.

O presidente exaltou ainda a boa relação do governo com o Congresso, citando a aprovação, em primeiro turno na Câmara, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita o crescimento do gasto público à inflação do ano anterior por um período de vinte anos.

— Estamos tomando medidas de aperto administrativo, como a PEC dos Gastos, que visa a reposicionar as contas públicas. Vejo apoio extraordinário no Congresso Nacional. Precisávamos de 308 votos, mas bastou conversamos um pouco com o Congresso, sem muito esforço, e os deputados logo perceberam isso e disseram: “nós queremos ajudar a colocar o país nos trilhos” — afirmou Temer.

O Globo