Reduzindo custos de engenharia através da utilização de softwares

Por Thiago Turcato

Barueri (SP) – Todas as empresas, independente do porte, estão passíveis de sofrer com desperdícios. Sem processos bem desenhados e controlados, o desperdício acontece e, consequentemente, os custos operacionais são elevados. De maneira geral, a melhor forma de evitar as perdas e ter um bom controle dos processos é investir em tecnologia a fim de se facilitar a medição e comparação de dados, e, com isso, obter melhoria contínua de processos, práticas e da eficiência. 

Neste aspecto, o cenário da automação industrial no Brasil ainda é incipiente, com boa parte das empresas ainda realizando suas operações de maneira manual. Estudos apontam que apenas cerca de 30% das indústrias brasileiras adotam a tecnologia em nível moderado ou alto. Com exceção das grandes corporações, a maior parte das companhias considera alto o custo para automatizar suas operações, sem conseguir visualizar o valor que a tecnologia embarcada agrega ao negócio. 

Com a economia brasileira ainda em crise, as indústrias tendem a barrar investimentos elevados, sem a visão de que muitas vezes, tal investimento na otimização de processos possibilita ganhos em qualidade e redução de custos. Como por exemplo, a utilização de softwares. 

Atualmente, os principais hardwares de automação industrial contam com softwares, seja para sua configuração, manuseio ou manutenção. O mercado oferece uma grande quantidade deles para cada tipo de equipamento, uma vez que cada fabricante possui softwares específicos, o que muitas vezes acaba tornando complexo o processo de integração, o que pode elevar o custo de mão de obra para a indústria.   

Como então seria possível ter um ganho em produtividade com o uso de softwares? O ideal é que a empresa busque trabalhar com um número reduzido de fornecedores. Ou mesmo procurar por um que consiga atender todas as pontas, visando uma total integração dos equipamentos. Esta solução permite a centralização das informações de programação em uma única plataforma, trazendo visualização amigável de dados e, consequentemente, eliminando custos desnecessários com análise de problemas e reparação de erros de programação dos componentes. 

É importante destacar que a utilização de componentes de diferentes fabricantes exige ainda uma grande versatilidade dos profissionais envolvidos, uma vez que a comunicação poderá envolver de rede e linguagem distintos. Se a operação contempla o máximo de equipamentos de um mesmo fabricante, que ofereça um software capaz de gerenciá-los no mesmo programa, o ganho em produtividade dos colaboradores também aumenta, concretizando assim o cenário ideal da automação industrial, onde a profissionalização da mão de obra acontece em conjunto com equipamentos e soluções, possibilitando assim bons resultados em quantidade, qualidade e redução de custos. 

Como exemplo, podemos citar uma integração entre um CLP (Controlador Lógico Programável), que faz todo o controle dos equipamentos de automação industrial da operação, com um Inversor de Frequência. O primeiro necessita de um software que realize a programação, enquanto que o segundo pode ser programado diretamente no hardware. Neste caso, o software é capaz de realizar a integração, fazendo com que o CLP controle o Inversor de Frequência, atendendo a necessidade de operação da indústria e fornecendo dados de ambos os hardwares, permitindo a realização de diagnósticos para um melhor funcionamento.

Uma vez que os equipamentos estejam integrados por meio do software, os benefícios que começam a surgir vão além da redução na relação homem/hora dentro do custo da operação. Com a comunicação entre todos os componentes que integram uma solução facilitada, o gerenciamento de dados e a construção do sistema de automação se tornam mais rápidos e assertivos.

Mas esta integração pode ser ainda mais simples e eficaz. Existem no mercado diversas soluções que realizam a programação e configuração integrada de diferentes componentes como IHMs, CLPs, servo-amplificadores, inversores de frequência, motion controllers e robôs. E aqui reforçamos novamente que quanto menor o número de fornecedores destes equipamentos, mais simples será sua integração.

Observados todos estes pontos, é possível concluir que a escolha dos fornecedores de automação industrial é vital e deve considerar a integração dos equipamentos aos softwares oferecidos para sua gestão. Tal cuidado poderá trazer economia na relação homem/hora assim como ganhos futuros relacionados à produtividade e qualidade.

Thiago Turcato é Bacharel e Mestre em Engenharia Elétrica pelo Centro Universitário da FEI e atua na área de automação industrial desde 1997. Atualmente é supervisor de suporte técnico da divisão de Automação Industrial da Mitsubishi Electric do Brasil.

Saiba mais em: www.mitsubishielectric.com.br/ia

Sobre a Mitsubishi Electric do Brasil

Atuando no país desde 1975 como subsidiária e desde 2012 como escritório de vendas, a Mitsubishi Electric do Brasil é uma companhia sustentável, comprometida com a criação de sociedades mais prósperas, por meio de suas tecnologias e serviços, que englobam produtos de automação industrial, sistemas de ar condicionado, autopeças, elevadores, sistemas visuais, sistemas de transporte, entre outras soluções.

Sobre a Mitsubishi Electric

Com mais de 90 anos de experiência fornecendo produtos confiáveis e de alta qualidade, a Mitsubishi Electric Corporation (TOKYO: 6503) é reconhecida como uma líder mundial em manufatura, marketing e vendas de equipamentos elétricos e eletrônicos utilizados em comunicações e processamento de informação, desenvolvimento espacial e comunicações por satélites, eletrônica de consumo, tecnologia industrial, energia, transportes e equipamentos prediais.

Abrangendo o espírito da declaração corporativa, “Changes for the Better”, e sua declaração ambiental, “Eco Changes”, a Mitsubishi Electric se empenha em ser uma companhia Global, com orientação ambiental, enriquecendo a sociedade com tecnologia. A companhia registrou vendas consolidadas de 4,238.6 bilhões de ienes (US$ 37,8 bilhões*) do grupo, no ano fiscal terminado em 31 de março de 2017.

*Câmbio de 112 ienes por dólar americano pela taxa informada pela Tokyo Foreign Exchange Market em 31 de março de 2017.