Novo discurso busca atrair investimentos em petróleo

A Petrobras assinou acordo com a petroleira francesa Total para avaliação de oportunidades de
investimentos conjuntos tanto na área de exploração e produção quanto no refino, gás e energia.
A expectativa, segundo o presidente da estatal, Pedro Parente, é que até o fim do ano as duas
empresas anunciem negócios concretos.
O acordo faz parte da nova política voltada para a retomada de investimentos no setor,
claramente explicitada ontem durante o Rio Oil & Gas, o principal evento da indústria petrolífera
brasileira. Primeiro presidente da República a comparecer a esse evento desde 1982, Michel
Temer elogiou o desempenho da Petrobras nos últimos meses e defendeu o diálogo com as
empresas. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, falou sobre as mudanças na
política de conteúdo local e sinalizou com novas medidas para o mercado até o fim do ano.
“A Petrobras passa a ser uma das empresas mais ajustadas do país”, disse Temer, ao citar que
nos últimos meses as ações da estatal tiveram alta de 137%, elevando seu valor de mercado
para R$ 240 bilhões. “É justo reconhecer que temos motivos para ter cautelosa e justificada
esperança de recuperação”, disse Parente.
Coelho Filho anunciou que o Conselho Nacional de Política Energética vai definir em dezembro
as regras de unitização de áreas petrolíferas, decisão fundamental para a realização do segundo
leilão do pré-sal. A unitização ocorre quando uma jazida petrolífera ultrapassa os limites do bloco
e alcança outra área já concedida ou não licitada.
O diretor global de exploração e produção da Shell, Andy Brown, incentivou as mudanças no
setor e cobrou avanços: “É importante que tenhamos um ambiente fiscal e regulatório que
incentive os investimentos, quer seja na abertura do conteúdo local ou do pré-sal”. O presidente
da Statoil no Brasil, Pal Eitrheim, enumerou três entraves aos investimentos no país e indicou
mudanças: retirar as incertezas sobre o futuro, modificar a política de conteúdo local e avançar
nos termos para novos licenciamentos.
Valor Econômico,SP

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