Investimento global no setor de petróleo deve aumentar 7% neste ano

Após dois anos de intensa recessão na indústria de petróleo e gás mundial, as petroleiras deverão aumentar em 7% o total de investimento mundial neste ano, ante as quedas nos desembolsos de 27%, em 2016, e 21%, em 2015, de acordo com estimativas da consultoria Deloitte.

“De forma geral, estamos otimistas sobre 2017. O mercado está começando uma retomada. Os preços estão se estabilizando no patamar de US$ 50 o barril e acreditamos que veremos crescimento de investimentos em 2017”, afirma John England, vice-presidente da Deloitte nos EUA e líder para área de óleo e gás da empresa de consultoria.

O especialista, que está no Rio para reuniões corporativas, trabalha com expectativa de preço médio do barril de petróleo em 2017 de US$ 55, podendo chegar ao fim do ano em US$ 60. Ele explicou que esse patamar de preço garante retorno financeiro à maioria dos projetos petrolíferos no mundo, mas não soube dizer se viabiliza os projetos do pré-sal brasileiro.

Como no ano passado, 2017 também será intenso em fusões e aquisições no setor de óleo e gás natural, diz England. Ele avalia que haverá movimentos fortes de consolidação nos segmentos de refino e serviços.

Questionado sobre o efeito da gestão de Donald Trump nos EUA para o setor petróleo mundial, o executivo explicou que há aspectos positivos e negativos. Do ponto de vista positivo, vê uma regulação mais favorável a realização de negócios na área de óleo e gás. Por outro lado, England lembra que a indústria petrolífera é muito globalizada e barreiras criadas para alguns países podem afetar o mercado como um todo.

Com relação ao Brasil, England acredita que as reformas em curso pelo governo tornarão o setor petrolífero mais atrativo. “O Brasil tem muitas vantagens, não só em termos de recursos energéticos, mas em grande número de técnicos”, ressaltando a qualidade da mão de obra especializada brasileira.

Valor Econômico

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