Estatal para operação de 15 campos

Dentro da estratégia de se concentrar nos megaprojetos do pré-sal, a Petrobras deu início a um
processo de desativação de uma série de campos maduros de baixa produtividade, tanto em
terra quanto em mar. Neste mês, a estatal obteve autorização da Agência Nacional de Petróleo
(ANP) para interromper a produção de um conjunto de 15 áreas que, juntas, produzem menos
de mil barris/dia de óleo.
A lista inclui desde campos em águas rasas (Agulha e Ubarana Oeste, na Bacia Potiguar) a
áreas terrestres localizadas nas bacias de Sergipe, Recôncavo, Tucano Sul e Espírito Santo e
que fazem parte, algumas delas, do plano de desinvestimentos da estatal.
Com o aval da ANP, a Petrobras poderá interromper uma série de projetos de produção de baixa
rentabilidade, enquanto não conclui a venda dos ativos ou busca uma solução para torná-los
mais rentáveis. A empresa terá um ano para voltar a produzir ou concluir a venda das áreas.
Caso contrário, o órgão regulador poderá retomar as concessões e relicitar os campos, conforme
previsto pelas regras publicadas no início deste ano pelo Conselho Nacional de Política
Econômica (CNPE).
Além de suspender a produção desses 15 ativos, a estatal vai interromper as atividades de oito
plataformas localizadas nos campos de Camorim e Guaricema ativos que também fazem parte
do plano de desinvestimentos da companhia.
A saída gradual de ativos terrestres e de campos de águas rasas de baixa produtividade faz
parte da estratégia da companhia de se concentrar nos grandes projetos do pré-sal.
Este ano, dentro do seu plano de desinvestimentos, a Petrobras pôs à venda um pacote de 104
concessões terrestres, batizado de Projeto Topázio, e mais recentemente anunciou que
pretende se desfazer também de um conjunto de nove campos marítimos em águas rasas no
Sergipe e Ceará.
Juntos, todos esses ativos colocados à venda pela companhia totalizam uma produção de 57 mil
barris diários de óleo equivalente (BOE/dia) volume que corresponde a cerca de 2% da produção
nacional de óleo e gás da petroleira.
Valor Econômico

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