Estatal estima US$ 2 bilhões para UPGN no Comperj

A retomada das obras de construção das unidades de processamento de gás natural (UPGN) do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), aprovada pelo conselho de administração da Petrobras na sexta-feira, vai exigir um investimentos da ordem de US$ 2 bilhões, afirmou ontem o diretor de Refino e Gás Natural da estatal, Jorge Celestino. A companhia se prepara para lançar, em breve, uma licitação para conclusão do projeto e das centrais de utilidades do Comperj, em Itaboraí (RJ), e avalia a possibilidade de alugar uma UPGN provisória, para evitar possíveis atrasos na produção do petróleo do pré-sal.

Celestino explicou que as obras do gasoduto Rota 3 – que escoará o gás da área da cessão onerosa no pré-sal para as unidades de processamento do Comperj – já estão em curso e devem ser concluídas até 2019. Caso a Petrobras não assegure a conclusão da UPGN do Comperj a tempo, a estatal avalia alugar instalações já prontas, para não prejudicar o cronograma dos projetos de produção.

“Estamos indo ao mercado e olhando se vale a pena alguma solução via aluguel, alguém que tenha uma unidade de processamento que possa alugar. Temos um prazo de entrada [dos projetos da cessão onerosa]. Preciso cumprir esse prazo e uma alternativa é alugar por um tempo para cumprir o cronograma do óleo. Vamos concluir [as obras da UPGN do Comperj], mas não queremos atrasar o cronograma de partida. Estamos analisando o que é mais rápido: concluir [as obras da UPGN] ou alugar”, afirmou, a jornalistas, em evento do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

As obras na UPGN do Comperj estão paradas desde outubro do ano passado. O consórcio QGIT (Queiroz Galvão, Iesa e Tecna) era o responsável pela prestação do serviço, mas o contrato foi rescindido pela Petrobras em março. O contrato original era da ordem de R$ 2 bilhões, dos quais entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões foram desembolsados. Ao todo, 36% das obras da unidade de processamento foram executadas.

Já a conclusão do trem 1 da refinaria do Comperj ainda depende da busca de um sócio que divida com a estatal os investimentos no projeto, cujas obras já foram 82% executadas. Na sexta, a Petrobras informou, ainda, que o segundo trem da refinaria e da Unidade de Lubrificantes do Comperj foram cancelados.

Valor Economico

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