Estaleiro será adiado

Outro grande investimento privado que a Paraíba deve receber nos próximos anos e que está com atraso é o estaleiro da Empresa de Docagem Pedra do Ingá (EDPI), em Lucena.

O empreendimento está orçado em R$ 2 bilhões e projeta a geração de 4.100 empregos, sendo 2.600 na obra e 1.500 em sua operação. Conforme o coordenador do projeto no Brasil, Celso Souza, ao menos na operação, a maior parte da mão de obra será local. “Não existe no Brasil um lugar com mão de obra especializada, então, traremos técnicos do exterior para capacitar a mão de obra local”, destaca ele.

O estaleiro será o único da América Latina a fazer reparos em navios. Em Suape, por exemplo,há dois estaleiros de construção de navios. “No estaleiro, os navios serão colocados em um dique, apoiados a um suporte, para que sejam feitos os serviços de raspagem e limpeza, além de reparos no casco, se necessário. Em caso de corrosão no maquinário, será feita a troca de peças”, explica Celso Souza.

O projeto das empresas McQuilling Project Manager, dos Estados Unidos, e da brasileira Proman Engenharia tinha previsão inicial de entrar em operação em 2017, mas os atrasos no início dos estudos de licenciamento ambiental e a demora na atração de investidores, atrasou o empreendimento para 2019. De acordo com Gilmara Timóteo, o estaleiro trará benefícios para o Porto de Cabedelo. “A empresa já tem um contrato com a Petrobras para fazer a manutenção de seus navios, o que exemplifica a importância deste empreendimento. Antes dos navios serem reparados no estaleiro, deverão armazenar as mercadorias no terminal de múltiplo uso do Porto de Cabedelo”.

Fonte: Jornal da Paraíba/PB

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