Estaleiro Enseada pretende voltar a contratar

A Enseada Indústria Naval, empresa proprietária do Estaleiro Enseada, já chegou a ter, entre o final de 2014 e início de 2015, cerca de 7.500 funcionários efetivos na Bahia, a maioria trabalhando em Maragogipe, município do Recôncavo baiano. Hoje a ENI opera com pouco mais de 170 trabalhadores, mas aposta na retomada dos investimentos e, por consequência, na geração de mais empregos na região. É o que revelou Humberto Rangel, diretor de relações institucionais da empresa, durante visita que fez, no período da tarde, à Tribuna.

“Hoje praticamente estamos restritos a um núcleo muito pequeno na área industrial. Com a retomada desses investimentos a gente vai ter que partir imediatamente para contratar, mas o volume de pessoas a serem contratadas é algo que vai depender do tipo de negócio, do tipo de oportunidade que venha a aparecer, mas nós achamos que isto vai ser uma progressão ao longo de um período”, declarou o executivo da ENI.

A empresa, que tem R$ 3 bilhões a receber e R$ 1,5 bilhão em dívidas, protocolou na última sexta-feira, 27, um pedido de Recuperação Extrajudicial junto à Justiça do Rio de Janeiro. “A empresa repactua suas dívidas, alongando elas por um período de longo prazo, com algumas configurações alternativas, num processo de negociação direta com os principais credores. Isto significa a abertura de espaço para novos investimentos”, comentou Humberto Rangel, acrescentando que a empresa poderá iniciar a exploração de outros nichos, saindo um pouco da vocação principal dela que é a indústria naval.

”Nós estamos buscando também oportunidades na área logística, industrial, outros clientes, procurando diversificar para aproveitar toda aquela infra-estrutura poderosa que existe na região”, concluiu. A Enseada Indústria Naval, cujo negocio principal continuará sendo o setor naval tem como sócios as empresas brasileiras Odebrecht, OAS e UTC mais a japonesa Kawasaki. Humberto Rangel foi recebido pelo presidente da Tribuna, Walter Pinheiro, o vice Marcelo Sacramento e o secretário de redação Gerson Brasil. (N.R.)

Tribuna da Bahia

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