ENAEX 2017: Presidente Temer defende agenda de reformas para fortalecer exportações

A tributação incidente sobre as cadeias produtivas das exportações, a necessidade de se consolidar o Reintegra e as dificuldades do Brasil para se inserir nas cadeias globais de comércio marcaram as discussões durante a realização do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX 2017), que teve como tema “Reduzir Custos para Exportar, Reindustrializar e Crescer”. Organizado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) o encontro reuniu nos dias 9 e 10 de agosto cerca de 2 mil pessoas no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro.

Segundo balanço feito pelo presidente da AEB, José Augusto de Castro, o resultado foi altamente positivo, na medida em que foram discutidos tantos temas que são eternos pleitos nossos, como o acordo Mercosul-União Europeia, assim como incluída a questão do desenvolvimento sustentável e seus impactos nas exportações. Destacou-se ainda a presença, após 12 anos, de um presidente da República prestigiando o evento e de três ministros de Estado, Marcos Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Maurício Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, e Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo.

 

Durante o encontro, o presidente Michel Temer defendeu a agenda de reformas do governo como fundamentais para impulsionar o comércio internacional no Brasil. De acordo com ele, as medidas estruturais contemplam uma agenda de competitividade que contribuirá para reduzir entraves nas exportações e importações. “No comércio exterior, as reformas proporcionarão a desburocratização, assim como a modernização logística, e ampliação e abertura de mercados. Simplificar processos é essencial para nossos empreendedores produzirem e gerarem empregos”, disse.

O presidente ressaltou que, além de criar estímulos para a industrialização do país, também é prioridade do governo solucionar gargalos de infraestrutura, para agilizar processos nas vendas externas e aquisições das empresas brasileiras. “Não bastam safras recordes. É preciso escoá-las com eficiência. Nossa infraestrutura deve ser condizente com o vigor do setor produtivo. Queremos atrair investimentos para rodovias, portos e aeroportos; por isso,reformulamos nosso modelo de concessões e parcerias, que hoje é mais racional e flexível”, complementou.

Assessoria