Codesp conclui neste ano estudos para hidrovia da Baixada Santista

Modal vai absorver parte do aumento da movimentação de cargas no Porto de Santos

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) prevê, para o fim deste ano, a conclusão dos estudos para a implantação da hidrovia da Baixada Santista, modal logístico que vai permitir a movimentação de carga entre os rios da região e o Porto de Santos. O anúncio foi feito pelo diretor de Relações com o Mercado e Comunidade da Codesp, Cleveland Sampaio Lofrano. Ele participou nesta terça-feira (17/10) do 5º Seminário “Hidrovias Já”, promovido pela Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos.

O evento aconteceu na sede da Associação, no bairro do Gonzaga, em Santos. Lofrano destacou a melhoria dos acessos ao Porto de Santos, o que proporcionou quebras sucessivas de recorde de movimentação de cargas sem ocorrência de congestionamentos. “No entanto, é fundamental haver outros modais, e um desafio é a hidrovia”, disse o diretor. Para isso, lembrou que a Codesp criou um Grupo de Trabalho para viabilizar este tipo de transporte na região. De acordo com sua previsão, o projeto já estará pronto no final deste ano.

O cronograma apresentado por Cleveland Lofrano aponta que as bases para a implantação da hidrovia já estão lançadas, devendo o regulamento para exploração do serviço ser definido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) no próximo mês. “O regramento para atrair o investidor para este novo negócio foi encaminhado para definição de tarifas por parte da Antaq, o que deve acontecer em novembro”, informou Cleveland.

Segundo o projeto, dentre as possibilidades de utilização da hidrovia, o executivo da Codesp trouxe como exemplo o percurso entre o Canal de Piaçaguera até Ponta da Praia. “Foram feitos os levantamentos batimétricos de todos os trechos e homologada a rota pela Capitania dos Portos.Com isso, poderá ser feito o transbordo de carga da ferrovia para barcaças naquela área, tirando tráfego da entrada de Santos”, disse Lofrano. “Este benefício poderá ser viabilizado com custo praticamente zero, uma vez que as estruturas para a implantação do serviço já estão disponíveis” completou.

Cleveland apontou que o modal hidroviário será um fator importante para absorver o aumento da movimentação de cargas no Porto de Santos “Existe uma estimativa de potencial de transporte por essa rota de 350 mil TEUS” (unidade-padrão relativa a um contêiner de 20 pés)  “Vamos ultrapassar os 120 milhões de toneladas neste ano e, segundo nossas projeções, passar de 150 milhões em 2020”, completou.

O Diretor da Codesp concluiu dizendo que os estudos foram aprovados pela Diretoria Executiva da empresa nesta semana. “Santos vai ser o 1º porto no Brasil a contar com essa modalidade de transporte”,  finalizou.