CENTRONAVE BLOQUEIOS DE RODOVIAS

CENTRONAVE alerta para o colapso do comércio exterior com o bloqueio de rodovias.
O Centro Nacional de Navegação Transatlântica (CENTRONAVE) alerta para o efeito em cascata dos bloqueios de rodovias e terminais e suas consequências para o comércio exterior brasileiro, que está prestes a entrar em colapso, uma vez que as cargas de importação e para exportação não estão podendo ser movimentadas. Os acessos aos terminais de Santos, principal porto do país, permanecem bloqueados na data de hoje (30/05). 
 
Os terminais reduziram suas atividades e operações, devido ao congestionamento de cargas. Os pátios encontram-se abarrotados de contêineres e de carga geral, inviabilizando as operações de desembarque ou de novos embarques. Os navios começarão a passar direto sem escala, uma vez que não podem fazer embarques ou descarregar.  Os contêineres descarregados permanecem nos terminais santistas, por falta de transporte. As operações com cargas de exportação estão limitadas, na melhor das hipóteses, ao transbordo.
 
A situação de Santos se repete em maior ou menor grau nos demais portos do país, como  Rio de Janeiro, Paranaguá (PR) e Suape (PE), que seguem congestionados. A despeito do anúncio feito no domingo pelo governo, de atendimento de todas reivindicações dos grevistas, uma série de bloqueios ainda não foram desfeitos, agravando a situação. 
 
Os bloqueios geraram atrasos em cadeia, uma vez que implica o cancelamento das escalas, em “efeito-dominó”, cujos prejuízos ainda não foram totalmente estimados pelo setor de navegação. Mesmo que as paralisações terminassem nesta quarta-feira (30/05), suas consequências – inclusive em termos financeiros – serão sentidas por longo prazo.
 
O CENTRONAVE entende que por mais que algumas das reivindicações do movimento possam vir a ser consideradas legítimas, nada justifica paralisar o país com bloqueios generalizados, provocando desabastecimento e prejuízos que, a partir de agora, terão que ser suportados por toda a sociedade.
               
Com a expectativa de que o bom senso prevaleça e a situação possa começar a se normalizar esta semana, o CENTRONAVE conclama governos, nas diferentes esferas, e lideranças do setor privado a fazer do episódio uma lição e assumir, em conjunto, o firme compromisso de redefinir a estratégia logística do país, atribuindo maior peso ao transporte ferroviário e aquaviário. 
                   
Entidade fundada em 1907, voltada para o desenvolvimento da navegação e do comércio exterior, o CENTRONAVE representa as principais empresas de navegação em operação no país no longo curso, num total de 22 associadas, responsáveis por 70% das exportações brasileiras por via marítima, em valor, e 95% do volume total de nosso comércio exterior em contêiner.